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| SÃO VICENTE DA BEIRA | ||
| a Terra, as Gentes, as Tradições | ||
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Maria de Lourdes Hortas Maria de Lourdes Mateus Hortas nasceu na Vila de São Vicente da Beira, Beira Baixa, Portugal, a 4 de Dezembro de 1940. Na terra natal viveu até Outubro de 1950, quando, acompanhando a família (seus pais, Manuel Hortas e Maria Amélia Hortas e sua irmã Maria Daniel), emigrou para o Brasil (recife, estado de Pernambuco), onde vive até hoje.
Seus Pais, Manuel Hortas e Maria Amélia Hortas
Galeria Fotográfica
BIOGRAFIA Maria de Lourdes Mateus Hortas nasceu na Vila de São Vicente da Beira, Beira Baixa, Portugal, a 4 de Dezembro de 1940. Na terra natal viveu até Outubro de 1950, quando, acompanhando a família (seus pais, Manuel Hortas e Maria Amélia Hortas e sua irmã Maria Daniel), emigrou para o Brasil (recife, estado de Pernambuco), onde vive até hoje. Iniciou os seus estudos em São Vicente da Beira: por volta dos cinco ou seis anos aprendeu as primeiras letras com a menina Filomena, sobrinha do senhor Padre Tomás. Aos sete anos foi para a escola primária, aluna da professora D. Teresa Barroso da Conceição, que se iniciava na carreira de magistério. Datam da infância os primeiros contactos com a literatura: no Teatro da Escola recitou poesia e interpretou várias personagens. Além disso, na última Semana Santa que passou na aldeia, com apenas nove anos, representou a Verónica, cantando em latim, durante a Procissão dos Passos. (Todas estas experiências estão descritas nos seus livros). No recife, prosseguiu os estudos: fim do primário e os primeiros anos do liceu no Colégio Nossa Senhora do Carmo (1951/1954); concluiu o liceu no Colégio São José (1955/1958). Em 1959 entra para a Faculdade de Direito da Universidade de Pernambuco. Maria de Lourdes Hortas começou a escrever muito cedo, como forma de resgatar o universo perdido da infância. Aos doze anos já escrevia um diário e contos. Em 1956, com 16 anos, escrevia crónicas semanais para a Rádio Clube de Pernambuco. Em 1960 volta pela primeira vez a Portugal. À chegada, em Lisboa, recebe a notícia de que a avó Guilhermina, que vivia em São Vicente da Beira, se encontra doente em estado grave. Ainda antes de partir para a sua terra, recebe a notícia do falecimento da avó. Seu regresso a São Vicente da Beira foi coberto de luto e tristeza. Em 1963 (antes de fazer 23 anos), recebeu o primeiro prémio do Concurso de Manuscritos promovido pelo Secretariado Nacional de Informação, em Portugal, com o livro de poesia "Aromas da Infância", publicado em 1965 pelas Edições Panorama, de Lisboa. Em 1964 concluiu o curso de Direito (Universidade federal de Pernambuco). Em 1965, como bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian, frequentou o Curso de Língua e Civilização Portuguesa, na Faculdade de Letras de Lisboa, realizando paralelamente, durante cerca de um ano, pesquisa sobre a (então) poesia contemporânea portuguesa, de onde resultou a antologia Poetas Portugueses Contemporâneos. Ainda em 1965 contrai matrimónio em Portugal. Em 1966, acompanhada pelo marido, regressa ao Recife. De lá colabora nas revistas literárias portuguesas Panorama, Itinerário e Observador. Em 1968 nasce a sua filha Márcia. Em 1971, acompanhando o marido, vai morar no Porto, onde nasce o seu filho Gustavo (1972) e em 1973 regressa ao recife com a família. Em 1974 inicia o curso de Letras, que conclui em 1977 (Faculdade de Filosofia do Recife). Tem a partir daí a breve passagem pelo magistério, leccionando português e literatura brasileira. Em 1976 faleceu Manuel Joaquim Hortas, seu pai. Em 1977 divorcia-se. Em 1978 recebe o primeiro prémio da Associação de Cultura Luso-Brasileira de Juíz-de-Fora (minas Gerais), com o poema Fio de Lã. Nesse mesmo ano passa a colaborar no suplemento literário do Diário de Pernambuco. Em 1979 organizou e publicou a antologia de poesia feminina brasileira contemporânea "palavra de Mulher" (Editora Fontana, Rio de Janeiro), contemporânea "palavra de Mulher" (Editora Fontana, Rio de Janeiro), livro que se esgotou em seis meses. Neste mesmo ano publicou "Fio de Lã" (Edição do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco). Em 1980 ingressa no movimento cultural das Edições Pirata, editora alternativa, no Recife. A partir daí intensifica a sua actuação cultural em Pernambuco. Neste mesmo ano publica "Giestas" (poesia), pelas Edições Pirata/Recife. Em 1981, como única representante do Nordeste do Brasil, participa no 4º Congresso Inter-americano de Escritoras, na capital do México, apresentando "Palavra de Mulher". Ainda em 1981, organiza e publica a antologia de poesia para crianças "A Cor da Onda por Dentro" (Editora Pirata). Neste mesmo ano, recebe o prémio Fernando Chinaglia, conferido pela União Brasileira de escritoras, com a novela "Testamento de Tâmara", que publicará mais tarde com o título "Diário das Chuvas". Em 1982 integra o conselho editorial do jornal recifense "Cultura & Tempo" e, nesse mesmo ano, recebe o diploma de Personalidade Cultural, conferido pela União Brasileira de escritores, secção do Rio de Janeiro. Ainda em 1982 participou no I Festival das Mulheres nas Artes, realizado em São Paulo. Em 1983 publica "Faluta e Gesto", poesia (Edi. Pirata). Em 1984 toma posse da cadeira nº14 da Academia de Letras de Juiz-de-Fora e integra o conselho editorial da revista Pirata Edições. Em 1985 reúne toda a sua poesia, publicada e inédita, no livro "Relógio d´ Àgua" e publica "Poetas Portugueses Contem-porâneos"(antologia), ambos pelas Edições Pirata. Em 1986 passou por São Vicente da Beira, num dia de Inverno, para rever a paisagem da infância. Por essa época começava a escrever o romance "Adeus Aldeia". Incluída em várias antologias de poetas brasileiros, faz parte também da colectânea "Escritores da Beira Baixa", organizada pelo professor Arnaldo Saraiva e publicada em 1988. Em 1988, pela Fundarpe (Fundação de Arte de Pernambuco), recebe o prémio Mauro Mota, poesia com o livro inédito "Outro Corpo", publicado pela mesma entidade em 1989. Em 1990 publicou o romance "Adeus Aldeia", (ed. Sólivros de Portugal/Trofa), onde, a partir da sua experiência de emigrante, narra a saga de emigrantes portugueses anónimos, que se fixaram no Brasil. No mesmo ano, pelos Cadernos do Povo (Braga/Pontevedra) publica "Recado de Eva" (poesia). A partir de 1991 até 1997 assume o cargo de Directora Cultural do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, e passa a dirigir a revista "Encontro", da referida instituição. Em 1995, pela editora Átrio (Lisboa), publica "Dança das Heras" (poesia). No mesmo ano, no Recife, publica a novela "Diário das Chuvas" (editora Bagaço). Em 1997 integra a colectânea "Duplo Olhar" (13 Poetas Portugueses contemporâneos) (Ed. Arion, Lisboa). Em 1998 vai duas vezes a Lisboa a fim de participar em dois Congressos Literários: o primeiro "Encontro de Mulheres escritoras da América Latina", na Universidade Católica, em Maio; o segundo, "Pontes Lusófonas", em Julho. De 1997 a 1998 foi Directora para Assuntos Internacionais da UBE (União Brasileira de Escritores, secção de Pernambuco). Ainda em 1998 volta ao Gabinete Português de Leitura como Directora de Biblioteca. Em 1999 publica o livro de poesia "Fonte de Pássaros", (Cia. Pacífica, Recife). Nesse mesmo ano a sua ficção é alvo de uma tese de doutoramento, "A impossível ubiquidade: uma representação melancólica da Diáspora Portuguesa – A ficção de Maria de Lourdes Hortas". Em 2000 – isto é, cinquenta anos depois de ter saído de São Vicente da Beira - regressa à sua terra a convite da Escola Básica Integrada, para participar na semana cultural que encerrava o ano lectivo. Neste mesmo ano recebe dois prémios Literários para o livro "Fonte de Pássaros": o primeiro em Belo Horizonte, Minas Gerais o prémio Henriqueta Lisboa, da Academia Mineira de letras; e o segundo, prémio Jorge de Lima, da UBE 8União Brasileira de Escritores) Rio de Janeiro. Em Agosto de 2001 falece, no recife, a sua mãe, Maria Amélia Hortas. Em 2002 tenta regressar a Portugal definitivamente, instalando-se no Porto. Mas antes de um ano regressa ao Brasil. Em 2003 publica o romance "Caixa de Retratos", que fecha a trilogia de ficção sobre emigração. Em 2004 participa na antologia lusófona "Imagem Passa Palavra", edição Identidades, Porto. Em 2005 participa em duas antologias pernambucanas de poesia: "Retratos" (poesia feminina contemporânea de Pernambuco), e "estação Recife" (publicada pela Prefeitura de Recife). Em Agosto de 2005, lança na sua terra natal uma colectânea de poemas, CANTOCHÃO DE TODAVIA, especialmente seleccionados para os dedicar a São Vicente da Beira, durante as Festas de Verão organizadas pelo Sport Clube São Vicente da Beira e do GEGA, Grupo de estudos e Defesa do Património Cultural e Natural da Gardunha. Edição da Centrograf (ver em livros e filmes editados artigo sobre este lançamento)Actualmente, Maria de Lourdes Hortas também é artista plástica, dedicando-se à pintura. Exerce as funções de Directora Cultural do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco.
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| ESTE TRABALHO FOI FEITO SEM QUALQUER APOIO DAS ENTIDADES AUTÁRQUICAS DA FREGUESIA E DO CONCELHO. É FRUTO DE MUITOS ANOS DE DEDICAÇÃO E RECOLHA DE INFORMAÇÃO PELO AMOR A SÃO VICENTE DA BEIRA. EM MEMÓRIA DA MINHA MÃE SABINA E DE TODOS OS QUE CONTRIBUÍRAM PARA O ENGRANDECIMENTO DE SÃO VICENTE DA BEIRA. |
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